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O Essencial é invisível para,...

Era um menino, por isso infinito, criança, por isso incrível! Tinha cara de quem apronta e era muito tímido. Gostava de brincar sem ter fim, tudo era brincadeira e se não fosse acabaria sendo, porque com a cabeça criativa dele tudo que tocava virava alegria. Mas eu o conheci muito grande já, homem feito, muito parecido com as pessoas grandes, dessas que falam só de números e não se importam com dias de chuva. Mas tinha algo de misterioso! Conversando numa loja de brinquedos ele não parava quieto. Perguntei-lhe coisas da vida como com o que trabalha, afinal o havia encontrado nessa loja e fiquei tão encantado com sua espontaneidade que fui falar com ele. Quando tomei um tiro de flecha na cabeça, dessas que tem ventosas nas pontas, e ouvi sua resposta: “Com o que eu vou trabalhar? Sei lá! Quero ser astronauta! Já pensou que legal? ” e correu. Pegou um capacete de ‘homem de ferro’ e enfiou na cabeça ao mesmo tempo que fez sons estranhos com a boca jurando que era barulho de raio laser. Falei com ele que as pessoas precisam ter responsabilidade, mas ele me disse que as pessoas precisam é tomar banho de chuva. Perguntei como ele fazia para pagar as contas, sobreviver, me respondeu que não pagava contas, que vivia de comer nuvens e bebia água do céu. Numa última tentativa disse que era importante ter um futuro onde não precisasse passar necessidade e me respondeu perguntando: “O que é necessidade? Do que você necessita? Dinheiro ou chocolate? Jujuba ou vitaminas e sais minerais? Um macarrão que faz a gente ficar com cara de palhaço quando tá comendo ou garfo, faca e etiqueta? ”... Fiquei estarrecido... Eram tão simples seus pensamentos e ao mesmo tempo tão importantes, eu já havia me esquecido de como era ser criança. Perguntei seu nome e ele respondeu: “Me chamo Ryan. No Brasil conhecido como dono do parque Beto Carreiro, mas no mundo conhecido como O Pequeno Principezinho”.

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