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Sorriso sem tamanho!

Tinha um sorriso daqueles que se vê ao longe. Fiquei só observando, também de longe. As vezes, mesmo com vontade de conhecer as pessoas temos que perceber que nossas vontades podem não ser a mesma das pessoas, então preferi só observar. Ela estava com uma felicidade imensurável comprando materiais de construção. Cimento, Piso, perguntava ao vendedor sobre luminárias, várias coisas, enquanto explicava entusiasmada como sua casa ficaria depois da reforma. O vendedor, parecendo compartilhar da felicidade dela, perguntava porque tanta pressa já que era uma reforma e sendo assim seria melhor fazer com calma para que não fuja de seus planos. Ela respondeu que era por causa da viagem. Mas não explicou. E saiu. Porém, deixou um papel cair de sua bolsa. Quando vi peguei e fui correndo atrás dela. Mas ela já havia sumido. Fiquei muito aflito! Corri em direção ao metrô e nada de vê-la. Corri em direção das catracas, “Moça!”, gritei. Ela apontou para o próprio peito e eu disse que ela havia deixado cair. Se aproximou e me deu um abraço tão forte que era impossível a pessoa mais infeliz do mundo não mudar de status na mesma hora. Era a passagem dela para Fernando de Noronha... E foi embora, com aquela felicidade que parece não ter fim.

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