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André Salgado
Começou com uma câmera de dar corda praticamente. Com o tempo foi conseguindo melhores equipamentos porque o sonho foi dominando e tomando conta a tal ponto que, certo dia, percebeu-se fotógrafo e não tinha mais como fugir. Não havia mais para onde correr. A foto que mais lhe emocionava era uma foto de paisagem, por incrível que pareça, uma foto solitária de um fim de tarde quase infinito, uma porção de montanhas em volta, o mar e mais nada. A foto lhe fazia desaguar em prantos, porque mesmo que nós, reles mortais, não fossemos capaz de enxergar, ele estava lá, firme e forte, o avô de André Salgado, sempre sorrindo para seu neto não perceber as dificuldades da vida.
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