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Catira dança Catira.

Vi na televisão. Dançando como se não houvesse amanhã. Foi tão encantador que não tive como descrever! Foi lindo! Foi leve, foi inimaginável! Apenas uma bailarina deslizando sobre Champs-Élysées como se fosse um floco de neve caindo sem ter fim. Mas o que ela dançava não era o clássico ballet e sim uma outra coisa. Um som forte acompanhado de batidas e fortes passos no chão, pouca gente ali conhecida, mas o que se dançava, aquela linda mulher que deslizava, era Catira. Catira também era seu nome, mãe de dois filhos e a dança personificada em carne e osso não havia como descrevê-la. Era toda a cultura brasileira num corpo só, deslizando em terras estrangeiras.

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