DIVA DAS PEQUENINAS!
Ela contava histórias para algumas crianças que ali paravam. Eu, eterna criança no corpo errado, corpo crescido e machucado pelo tempo, me encantei e parei para vê-la. Tinha um amor muito grande nos olhos que se desdobrava até suas mãos que encantavam as crianças, e eu, consequentemente. Contava a história de uma moça muito esforçada que conseguiu ser uma grande mestra para crianças do mundo todo num lugar mágico que tinha nome de gente: “Fátima”. Quando terminou e as crianças voltaram correndo para suas brincadeiras sobrou apenas um pequeno curioso no local que foi até ela: eu. Agradeci pelas histórias e perguntei quem a contou a história que nos passou. Era uma história tão intensa cheia de sofrimento e reviravoltas, de perseverança e final feliz. Me encantei! Disse ainda, eu, que não parecia com as histórias comuns que as pessoas contavam as crianças, porquê mesmo tendo uma boa dose de fantasia era, ainda assim, uma inspiração para nossas vidas e parecia mais real do que fantástica, mas ao mesmo tempo era fantástica porquê parecia tão real. Ela sorriu, me abraçou forte. Me entregou um cartão de visitas e foi-se embora. No cartão estava escrito “Professora infantil Diva. Cidade de Fátima, Portugal”.
