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AMIZADE, UMA FORÇA!

Estava na praça olhando as pessoas seguirem suas vidas e imaginando o quanto isso é poético, bucólico e nostálgico. Um dia comum, um sol bonito, quando ouvi alguns risos. Melhor, gargalhadas! E aquelas gargalhadas pareciam tão sinceras e tão gostosas que resolvi procurar de onde vinham. Quando olhei ao redor vi uma mesa, pensei se deveria me aproximar, perguntar, na “cara de pau” mesmo, do que falavam, pois era absolutamente contagiante. Mas não fui. Não fiz. Decidi ficar numa mesa ao lado, porque a felicidade não era minha, mas eu queria sentir também um pouquinho. João, falava do quão difícil foi se formar em Direito e fazer mestrado na França, mas o quanto foi recompensador para si mesmo, principalmente por causa de todas as coisas que aprendeu. Fernando estava contando sobre como andava seu novo projeto de automação e que havia ganho uma viagem para Alemanha onde apresentaria esse projeto numa Convenção muito importante para ele. Nesse momento, Paloma pegou seu copo e pediu que fizessem um brinde e completou: “Mas é um brinde moderado, hein? Não é porque sou médica que vou aplicar glicose em vocês. Muito menos de graça! ”. Todos riram muito, aquela gargalhada que eu estava procurando. Aquela que não encontramos em todos os lugares ou mesmo nos tempos atuais. No momento seguinte pareciam nervosos, muito. Quando, num rompante, apareceu Florência, correndo, todos silenciaram, Paloma, sem se aguentar em si perguntou: “E aí?”. Mais silêncio, Florência sorriu, como se um sol brotasse em sua boca e disse: “Passei”. Todos, imediatamente a abraçaram e pegaram, debaixo da mesa, vários potes de tinta e começaram a pintá-la. Foi uma explosão de felicidade em todos, eu só absorvi em meu canto, também feliz por eles. Quando João disse: “Perfeito! Agora podemos gravar um filme em casa ou um seriado, tipo Friends”...  Todos riram como se não houvesse amanhã. Foi simples e lindo!

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