
1964 GOLPES
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BIENAL INTERNACIONAL DE DANÇA - SESC CAMPINAS - SP à convite de Wagner Schwartz
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CONVERGÊNCIA - SESC TOCANTINS - TO pelo edital do projeto
"Pelo que podemos ver nesse registro da ação 1964 Golpes, o artista se propôs a dar socos, unicamente com a mão direita, em um saco vermelho de pancada sem a proteção das tradicionais luvas de boxe, erigindo o seu corpo em contato direto com uma superfície extremamente bruta. Vestido com calça social, camisa e blazer em tons pretos e brancos, inicialmente, antes dos tais golpes propostos, vemos o artista de joelhos, concentrado no seu intento."
"Com o seu corpo violentado, aludindo ao tal Golpe Militar, o artista posiciona-se como uma metáfora ao Golpe de 2016 liderado por políticos de direita envolvidos em escândalos de corrupção, sendo, ao mesmo tempo, a mão direita que aplica o golpe e o cidadão que sofre a consequência drástica dessa manobra da direita que despreza por completo qualquer noção do significado de democracia. OutroLuiz justapõe dois contextos que fatalmente estão relacionados: o ano de 1964, quando as manifestações “da família com Deus pela liberdade” preparavam o terreno para acontecer o golpe contra o então presidente João Goulart e o ano de 2016, quando as multidões – influenciadas pela mídia de que o movimento era “contra a corrupção” – batiam panelas contra a presidenta Dilma Rousseff e desfilavam como “bons cidadãos” com camisetas da CBF sob uma aparente manifestação patriótica."
(Trechos da crítica "IMPÁVIDO COMPROMISSO (DES)CUMPRIDO" de Julia Pelison na revista eletrônica "Performatus" no link abaixo:




